Eu tenho certeza que não sou a única que toda vez que passa pelas marginais em São Paulo fica sonhando com como aquilo poderia ser diferente. Em São Paulo, como em outras diversas cidades do mundo o planejamento foi falho desde o começo. Aceito que antigamente não se tinha o conhecimento e a preocupação com a natureza que se tem hoje, mas a idéia básica de fazer avenidas nas margens de um rio não pode ter parecido correto nunca!

Enfim, cá estamos, anos e anos depois e a pergunta que não quer calar é, tem solução?

Eu escutei a minha infância toda histórias de familiares que nadaram no Rio Tietê e remavam no Rio Pinheiros. Isso não faz muito tempo, é assustador o estrago que conseguimos fazer em 50 anos. Ainda quando eu era criança, em 1995 começaram obras na marginal Tietê com financiamento do governo japonês, com o intuito de resolver os problemas de enchente. Em 2005 as obras foram concluídas e o problema continua lá. As enchentes são sérias, mas o problema que criamos vai mais além, o que deveria ser o maior marco e bem da cidade de São Paulo é um rio morto, poluído e fétido.

De volta ao sonho de transformar o rio e suas margens em uma área agradável de convivência da população, surge uma ponta de esperança. Um projeto ambicioso para enfim priorizar o pedestre, o ciclista e a natureza levando os carros para o subterrâneo.

Veja as imagens do projeto e sonhe com a gente. É nisso que o país deveria estar investindo, e não em estádios de futebol.

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Veja o que acontece em São Paulo na Bienal de Arquitetura nesse post.

Fontes: Folha de S. Paulo e DAEE SP

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Marília Bettin

Marília Bettin - arquiteta especializada em sustentabilidade. Já morou na Itália, Estados Unidos, Canadá e Brasil e nas suas andanças acompanha as melhores tendências de design de interiores, arquitetura e sustentabilidade.

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